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Atualizado em domingo, 22 de abril de 2012 - 00h08

Veja como superar uma desilusão amorosa

Clarissa Corrêa, a blogueira que inspirou um dos textos de Pedro Bial, dá dicas infalíveis para superar uma decepção amorosa
Clarissa Corrêa ensina como superar um pé na bunda / Pedro Karg Clarissa Corrêa ensina como superar um pé na bunda Pedro Karg

Clarissa Corrêa, de 31 anos, sempre quis ser psicóloga. Fez vestibular, não passou e se matriculou em Direito, curso que frequentou por 3 anos até descobrir que não era aquilo que queria. Voltou a tentar Psicologia e dessa vez foi aprovada. Mas, no último ano de Faculdade percebeu que aquilo não era para ela. Foi aí, então, que se descobriu no curso de formação de Escritores e Agentes Literários. Indecisa? Não, ela se define como intensa: é tudo ou nada.

"Eu escrevo desde pequena. Quando era menor, escrevia cartinhas para os meus pais, entregava e ficava olhando, esperando uma lágrima. Depois, descobri que essa lágrima significava causar emoção", relembra ela que é autora de três livros, além de manter uma coluna no site da revista "TPM".

Seus textos, porém, só passaram a ser públicos há sete anos, após uma decepção amorosa. "Em 2005, depois de um grande pé na bunda, decidi fazer um blog. Ele começou a ser lido, acessado. Comecei a gostar de escrever e mostrar meus textos, a ler mais e a me disciplinar", afirma.

A partir daí a coisa foi tomando uma proporção que nem ela imaginava até que, em 2011, durante a 11ª edição do Big Brother, a jovem escreveu um texto sobre a participante Maria Melilo - que mais tarde viria a se tornar a grande vencedora do reality show - e o material foi parar nas mãos do apresentador Pedro Bial.

"No paredão da Maria x Diana, no discurso, o Bial disse algo assim: 'nas palavras de uma blogueira cheia de opinião, Maria é a inimiga íntima de toda mulher'. Não deu crédito ao vivo, mas esse texto circulou demais. As pessoas jogaram no Google e disseram para ele no Twitter que o texto era meu. No outro dia, ele me mandou uma DM [mensagem direta privada] e colocou na página dele que o texto era meu", conta.

O episódio rendeu a Clarissa milhares de novos fãs na rede social. "Meu número de seguidores começou a subir assustadoramente. Eu tinha 1570, foi subindo e em duas horas estava em 5 mil e pouco".

Entre tantas palavras e sentimentalismo, ela também já se divertiu muito. "Uma vez eu escrevi que a gente tem que se gostar, se curtir, trocar o que não está bom, algo assim. Uma guria me mandou email pedindo dinheiro pra colocar silicone. Achei hilário", comenta. "Também já aconteceu de escrever um texto fictício e meu namorado falar: 'ei, que texto foi aquele?'. Isso no comecinho [do relacionamento]. Hoje ele entende que eu posso, por exemplo, falar de um amor sem ser uma espécie de saudade de alguém que já passou pela minha vida", explica.

A escritora, aliás, nem sempre se inspira em histórias suas para desenvolver um pensamento. "Sempre brinco dizendo que nem tudo é verdade e nem tudo é mentira. É difícil separar um autor do seu próprio texto. Sempre tem alguma coisa dele ali, nem que essa coisa seja um eu inventado. Eu ouço histórias, sou muito observadora. Acho o ser humano fascinante. Tudo isso se transforma em material. Mas escrevo na primeira pessoa, porque sei que isso gera um elo legal com o leitor, uma cumplicidade, uma identificação".

O fato de saber observar e depois colocar no papel lhe rendeu uma nova profissão, a de criadora de mensagens para ocasiões especiais. Funciona da seguinte forma: se você quer escrever um texto, mas não sabe como colocar o sentimento no papel basta procurar Clarissa Corrêa que ela resolve seu problema. "As pessoas me procuram muito para fazer discurso de formatura, votos de casamento, homenagem para alguém especial, carta para mãe, amigo, namorado etc. E eu adoro, adoro conhecer histórias, me envolver e escrever sobre elas. A pessoa me conta a história e eu nunca faço nada genérico ou igual. Também nunca publico no site. É pessoal", garante.

Seu último livro, batizado como "Para Todos os Amores Errados", foi lançado nesta sexta-feira, dia 20, em Porto Alegre e fala dos romances que não foram para frente.





Embora não se considere uma expert em relacionamentos, Clarissa conseguiu tirar das suas experiências uma forma de ajudar outras pessoas.

"Não sou uma guru do amor ou coisa parecida, mas já levei (e dei) muito pé na bunda nessa vida. Pé na bunda é a coisa mais comum que tem. Quem já não levou?", questiona ela que, felizmente, hoje em dia não sofre mais desse mal. "Namoro há 4 anos, moro junto há 2 e vou casar dia 28 de abril. Já escrevi vários textos baseados no meu relacionamento. Ajuda. E tem muita coisa que é mega pessoal, que escrevo e não publico. Esse 'escrever e não publicar' é quando preciso colocar pra fora. Às vezes eu não sei falar, só escrever. Por isso, o Francisco, meu namorado-futuro-marido, tem muitas cartas e emails que escrevi", confidencia.

A pedido do band.com.br, Clarissa fez uma lista de conselhos para você superar uma relação que naufragou.

"Existem várias fases: aquela sensação de que ninguém vai ser como a pessoa, o não entendimento (por que ele fez isso comigo?), a raiva, a perseguição (querer saber da vida do cara a todo instante), a saudade e, enfim, o desligamento. Na última fase, a gente percebe que existem, sim, pessoas melhores. E que, sim, a gente vai amar de novo", ressalta.

Veja abaixo 21 uma dicas engraçadas e cheias de verdade para dar a volta por cima:

1. Olhar as fotos dele e beber vodka ouvindo música brega. Isso é bom, porque a gente tem que curtir a fossa por uns dias.

2. Nessa época, é bom reunir as amigas. As melhores, no caso. Não é todo mundo que quer ouvir lamentação. Tem que falar, falar, falar.

3. Chorar assistindo filmes de amor. Super bom, esvazia o estoque de lágrimas.

4. Tem gente que sai, pois acha que afogar as mágoas com outro amor é fundamental. Eu não concordo. Tem que viver o luto, a fossa, a perda. Tem que chorar, ficar triste, ficar deprê, se esconder em casa. E depois ressurgir. Porque sempre passa.

5. Comer comida chinesa no potinho, em cima da cama, vendo novela, com o olho borrado de rímel.

6. Fazer aula de boxe e imaginar que o saco é ele. Bater com força, até cansar.

7. Imaginar ele sentado no vaso fazendo cocô de terno e gravata. Não sei, mas sempre imaginei isso e dava certo.

8. Lembrar não das qualidades, mas de tudo que tu odiava nele. Dizem que o que a gente ama no começo odeia no fim.

9. Fazer ioga, meditação, ir no centro espírita tomar passe, ir para um templo budista, ir à missa, se voltar para a espiritualidade.

10. Conversar com pessoas que levaram um pé na bunda e fundar um "Clube De Quem Levou Um Pé na Bunda".

 

ClubinhoCreatista/Shutterstock



11. Entender que relações começam e acabam. E só porque acabou não quer dizer que não deu certo. Tudo dá certo até onde tem que dar. Uma pessoa entra na vida da outra para ensinar alguma coisa, para aprender, para crescer. E fica o tempo que tem que ficar.

12. Fazer o que ele não curtia. Por exemplo: ele não gostava de esmalte vermelho. Pinta a unha de vermelho, então. Muda o cabelo, começa dieta, vai na academia, não deixa a autoestima despencar do 15º andar.

13. Não adianta viajar para longe. O coração sempre nos acompanha. E ele vai te lembrar a todo instante que está machucado.

14. Escrever tudo que queria dizer para a pessoa. E depois, se valer a pena, entregar. Se não valer a pena, queimar na churrasqueira. No fundo a gente sabe quando vale ou não a pena abrir o coração.

15. Comer o chocolate preferido. Sem culpa e peso na consciência.

16. Ter um bichinho de estimação. Se já tem, passar muito tempo com ele. Os bichos são fiéis e excelentes amigos, entendem tudinho.

17. Se permitir ficar um final de semana inteiro enclausurada, sem atender telefone, abrir a porta, lavar louça. A gente precisa desse tempo a sós. É fundamental se conhecer, tentar ouvir o que nosso silêncio grita.

18. Comprar aquele vestido lindo que você estava namorando há meses.

19. Chorar no ombro do amigo gay. Ter um amigo gay é bom, eles são sensíveis e bons ouvintes.

20. Deitar no colo da mãe. As mães são sábias e quando dizem que vai passar, é porque vai passar mesmo.

21. Deixar o tempo agir. Ninguém gosta de ouvir isso, mas o tempo é nosso melhor amigo. Ele sabe o que faz, ele ajeita tudo, ele mostra o que realmente é perecível e o que dura.

Anotou? Então agora é só arregaçar as mangas e ir à luta!

 

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