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Atualizado em sábado, 24 de março de 2012 - 15h54

Semana pela Síndrome de Down foi positiva

Famílias de 30 crianças se reuniram neste sábado em um piquenique no Zoológico de Brasília
Crianças se reúnem no Zoológico de Brasília para um piquenique em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado nesta semana / Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr Crianças se reúnem no Zoológico de Brasília para um piquenique em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado nesta semana Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

 

Como parte das comemorações do Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado esta semana no dia 21, cerca de 30 crianças se reuniram neste sábado para um piquenique no Zoológico de Brasília. Para as famílias, o resultado da semana de mobilização é positivo. Diretora do programa Ápice Down, Nádia Quadros, avalia que nos últimos anos houve um salto “muito qualitativo” na garantia de direitos dos portadores da síndrome.

 

“Cada vez mais o Down se empodera e se torna protagonista de sua própria história. Com isso, a sociedade acredita e eles ganham mais espaço”, diz.

 

Ela acredita que o avanço da inclusão na sociedade tem sido mais fácil porque agora existem pais que são representantes políticos, como o deputado federal Romário (PSB-RJ), que tem uma filha portadora da síndrome.

 

Mãe de Lia Luiza, de 6 anos, Lourdes Lima aposta que eventos como o piquenique são importantes para desconstruir alguns mitos que existem em torno da síndrome e assim acelerar o processo de inclusão.

 

“É interessante que a gente tenha essa visibilidade porque a gente mostra que são pessoas comuns, crianças que gostam de brincar como qualquer outra. Nos últimos seis anos [idade de Lia] posso dizer que muitas coisas mudaram. É importante essa parceria com os veículos de comunicação nessa divulgação porque a partir do momento que você conhece não discrimina, você respeita”, diz Lourdes, que também é presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.

 

Além de divulgar informações e dar visibilidade à causa, esses eventos também são importantes porque permitem uma interação maior entre as famílias. Ainda estão previstos para amanhã (25), em Brasília, uma caminhada no Parque da Cidade e um desfile de crianças e jovens portadores da síndrome.

 

“Nesses encontros, a família vê que não está sozinha. Você termina aprendendo porque há crianças de todas as idades e de repente uma família já passou por uma fase que você está vivendo e há uma troca de conhecimento. As pessoas ficam mais felizes e seguras”, diz Lourdes.