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Atualizado em quarta-feira, 5 de outubro de 2011 - 19h10

Brasil registra 1.340 surtos de catapora neste ano

Apesar de ainda não ser considerada uma situação de alerta pelo Ministério da Saúde, os surtos de catapora começam a ser registrados em todo o país, e até agosto deste ano, 1.340 surtos de catapora foram confirmados no país. Minas Gerais e São Paulo são Estados que apresentam altos índices da doença.

Nas cidades mineiras já foram registrados 19.827 casos este ano. Além disso, a Secretaria de Saúde do Estado informou que, até esta segunda-feira, 14 mortes haviam sido confirmadas e os casos aumentaram 170% em apenas cinco dias.

Já em São Paulo, a Secretaria de Saúde do Estado afirma que a situação epidemiológica da catapora está “absolutamente controlada” e foram 10.018 casos registrados até 14 de setembro deste ano. O órgão informou ainda que o número está abaixo da média anual de ocorrência da doença dos últimos cinco anos, de 17,3 mil. Entretanto, o período de contágio ainda não terminou.

A doença

Também conhecida como varicela, a catapora é uma doença que se enquadra nas doenças respiratórias e é altamente contagiosa, segundo explica o ministério.  A transmissão ocorre pessoa a pessoa, através de contato direto ou pelo ar e, raramente, pelo contato com lesões de pele. Indiretamente é transmitida por meio de objetos contaminados com secreções de vesículas e membranas mucosas de pacientes infectados.

De acordo com o infectologista Paulo Ozlon Monteiro da Silva, chefe da Disciplina Clínica da Unifesp, a catapora é considerada uma doença de pouca gravidade quando acomete crianças bem nutridas e com alta resistência. Entretanto, a varicela pode ser mais nociva para adultos.

“Existe uma diferença porque pessoas que moram em lugares isolados, como cidades do interior de Minas Gerais, regiões do Norte e do Nordeste, que nunca tiveram contato com a doença e vêm para os grandes centros, acabam contraindo a doença na vida adulta, quando esta assume uma gravidade maior, pois pode atingir os pulmões, encharcando-os de líquido e causando dificuldades para respirar”, diz o médico.

Os primeiros sintomas da catapora são febre alta e manchas vermelhas na pele. Entretanto, se não for cuidada de forma correta, pode evoluir para outras infecções. O tratamento, em geral, é simples, mas recomenda-se procurar um médico.

Falta vacina

A vacina contra a catapora não faz parte do calendário de imunização de rotina do SUS (Sistema Único de Saúde), definido pelo Ministério da Saúde e uma dose do medicamento pode chegar a R$ 100,00 em clínicas particulares. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o Estado é o único que distribui a vacina gratuitamente, porém, as doses são distribuídas apenas em escolas e creches.

Porém, neste ano, as doses ainda não estão disponíveis no Estado. De acordo com a Secretaria, foram encomendadas 200 mil doses, mas “o laboratório produtor, entretanto, não tem disponível novas doses para entrega neste momento”, disse o órgão por meio de nota. “A pasta tem informações, inclusive, de desabastecimento em clínicas privadas, uma vez que não há disponibilidade da vacina no mercado internacional”, completa.

Cuidados


Por isso, alguns cuidados são recomendados para evitar surtos da doença. De acordo com a Secretaria, a orientação para crianças que tiverem a doença é lavar bem as mãos com bastante água e sabonete bacteriano, que ajuda a evitar infecções secundárias, e de ingerir líquidos de forma abundante.

Fazer repouso e nunca arrancar as crostas que se formam no corpo também fazem parte dos cuidados. Além disso, os pais e responsáveis de crianças infectadas também devem redobrar os cuidados com a higiene.

A vacina contra a catapora também é aplicada gratuitamente nos Cries (Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais), para grupos de risco pré-definidos como bebês prematuros e pessoas imunodeprimidas, entre outras. A relação dos Cries está disponível no site do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de São Paulo, por meio do link Imunização.

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