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Atualizado em quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 - 12h34

Piscar sem parar pode ser sinal de doença

O uso excessivo do computador pode ser associado às causas do distúrbio, segundo especialista
Os espasmos costumam desaparecer durante o sono e diminuem quando a pessoa está emocionalmente mais equilibrada / Shutterstock Os espasmos costumam desaparecer durante o sono e diminuem quando a pessoa está emocionalmente mais equilibrada Shutterstock

 

Piscar sem parar, sem controle sobre o movimento das pálpebras, pode ser sinal da doença “blefaroespasmo”, um tipo de distonia facial, que atinge mais mulheres do que homens e costuma ocorrer depois dos 50 anos.

De acordo com Renato Neves, oftalmologista e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, a movimentação involuntária da pálpebra pode ter origem em outras doenças, como a esclerose múltipla. Mas, a maioria dos casos costuma ocorrer em razão de exposição excessiva à luz, fadiga e tensão emocional. Até mesmo o uso excessivo do computador pode ser associado às causas do distúrbio.

O especialista diz que o blefaroespasmo geralmente acomete apenas um olho, embora os dois reajam da mesma forma e pisquem ao mesmo tempo. "Os espasmos costumam desaparecer durante o sono e diminuem quando a pessoa está emocionalmente mais equilibrada. Se o paciente não buscar ajuda, o piscar involuntário pode se intensificar de tal modo que acaba levando à perda de visão funcional".

Tratamento

O oftalmologista diz que é comum haver necessidade de o paciente receber acompanhamento psicológico ou adotar tratamentos paralelos, como técnicas de relaxamento, ioga e caminhadas.

Neves também afirma que a toxina botulínica vem sendo empregada com sucesso em pacientes que sofrem da doença. “A substância bloqueia os impulsos nervosos, agindo diretamente nos músculos responsáveis pela contração das pálpebras. São injetadas pequenas doses de toxina botulínica em diversos locais da musculatura periorbital (pálpebra superior, inferior e supercílios). Seus efeitos podem ser percebidos em cerca de dez dias e duram, em média, quatro meses. Em mais de 90% dos casos o tratamento é bem-sucedido”.

 

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