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Atualizado em sexta-feira, 5 de abril de 2013 - 07h18

São Paulo entra na onda do Bed&Breakfast

Preço da diária (R$ 43, em média) é muito menor do que o cobrado em hotéis tradicionais que tem tarifa média de R$ 295
Bar de hostel na região da Vila Madalena / André Porto/Metro Bar de hostel na região da Vila Madalena André Porto/Metro

Criado no Reino Unido, um novo modelo de hospedagem começa a surgir em São Paulo. Já existem 22 locais da cidade cadastrados na Rede Bed&Breakfast Brasil. Neste tipo de estabelecimento, os hóspedes ocupam um quarto em uma residência, onde podem tomar o café da manhã. O dono deve morar no local e providenciar a limpeza.

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O preço da diária (R$ 43, em média) é muito menor do que o cobrado em hotéis tradicionais que tem tarifa média de R$ 295. Em 2012, os preços subiram 22,8%, ante uma inflação de 5,84%.

Segundo a diretora da SPTuris Luciane Leite, esse tipo de hospedagem começou a aparecer na cidade no final do ano passado e deve crescer por conta da Copa do Mundo. “O Bed & Breakfast é interessante porque atrai um público alternativo, principalmente europeus, que já estão acostumados com esse tipo de hospedagem”, diz Luciane.

Os B&B paulistanos estão em bairros como Vila Mariana e Vila Madalena, próximos a estações de metrô. O gerente da Rede Bed&Breakfast Brasil em São Paulo, François Rochat, diz que o café da manhã é importante porque é quando o visitante e o anfitrião podem confraternizar. É nesse momento também que o turista pede dicas sobre as atrações da cidade.

Além do surgimento dos B&B, o número de hostels (albergues) mais que dobrou no ano passado. Agora, existem 52 cadastrados na SPTuris, ante 22 em 2011.

Foi justamente no ano passado que Pedro Voltolino de Azevedo, de 27 anos, inaugurou o Escambo Hostel, perto da estação Brigadeiro, na região da Avenida Paulista. Inicialmente ele pretendia abrir um restaurante, já que é formado em gastronomia, mas decidiu apostar no hostel, um mercado que ainda não está saturado.

Os preços dos hostels são similares aos do B&B, mas os quartos e banheiros são coletivos. Existem quartos individuais, mas o preço sobe bastante.

O presidente da SPTuris, Marcelo Rehder, afirma que essa explosão de hostels aponta uma nova intenção dos turista. “Os jovens, público majoritário deste tipo de hospedagem, estão cada vez mais atraídos por São Paulo”.

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